A nossa biblioteca

A nossa biblioteca
Vista geral

quinta-feira, 9 de maio de 2013

100 ANOS/100 LIVROS

100 ANOS/100 LIVROS

Excelente comentário e sugestão do Prof. Miguel Ribeiro!

Não vou dissertar sobre o cheiro da protagonista, a cravo e canela, nem descrever as paixões e desvarios do árabe " menino lindo", nem sobre a vida da Baía, vou ...sim aproveitar um dos livros mais lidos e comentados de um mestre da literatura, para, sem pretensões, nem ilusões dar a minha modesta opinião sobre um dos grandes magos da escrita. Jorge Amado é brasileiro, mas também é africano, é branco, mas também é negro e sobretudo mulato. É um apaixonado pelo candomblé, pela cultura negra no Brasil, a favor da mestiçagem, do samba e do Carnaval. É contra a visão de um Brasil para os brancos, expõe os cancros da sociedade brasileira, quase que venera as quengas e o capitães de areia. Como é possível transformar as prostitutas em heroínas da vida? Como se transformam os mendigos em actores principais, em histórias de encanto, infelicidade e alegria. Como transformar o bom em mal e o mal em bem? Como transformar os capangas e jagunços em libertadores e principais amigos do povo ? Jorge Amado consegue isto e muito mais, consegue-nos aproximar do "lixo do Brasil" e mostrar-nos que aí residirá o seu principal valor. Apesar, da visão marxista que paira sobre os seus romances, a forma humana como trata os problemas do Nordeste brasileiro, como ironiza o sucesso dos coróneis, como espanca "intelectualmente" os deputados locais e federais, ajuda-nos a perceber tudo o que o Brasil tem, de óptimo e de execrável, mas também nos mostra a história deste país irmão, o desbravamento do mato, a conquista da terra para as roças de café e cacau, a vida dos imigrantes portugueses e árabes, as migrações imensas das famílias do sertão. Dá-nos vontade de viver, de lutar, de conquistar o nosso lugar no mundo e na vida, se uma simples "...." pode ser a deusa de tantos (basta ler Tieta do Agreste), não havemos nós de ser donos da nossa felicidade? Jorge Amado é talvez o principal vulto da literatura luso-brasileira, mas de certeza que é um grande senhor do mundo, um homem com H grande, alguém que nunca morrerá, pois as suas palavras permanecerão para sempre e a sua mensagem plena de ironia, sarcasmo e de esperança poderá ajudar o seu povo a viver, se não na riqueza, pelo menos na alegria e, isso, já é muito...

terça-feira, 23 de abril de 2013

No Dia do Livro um poema de Manuel António Pina...


Dia do Livro na Escola Profissional Agrícola Conde S.Bento


 

 
 
 
 
                                                                   Os livros


É então isto um livro,

este, como dizer?, murmúrio,

este rosto virado para dentro de

alguma coisa escura que ainda não existe

que, se uma mão subitamente

inocente a toca,

se abre desamparadamente

como uma boca

falando com a nossa voz?

É isto um livro,

esta espécie de coração (o nosso coração)

dizendo "eu"entre nós e nós?
                                                                          Manuel António Pina
 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tudo a ler...

 
TUDO A LER!
 
O nosso Técnico Agrário, futuro Engenheiro Agrónomo, leu e cativou.
"Bicheza" de José Luís Peixoto foi o mote para os alunos do Curso de Produção Agrária.
 
 
 
 
 
 
 
Francisca Ferraz 3º B a ler Ricardo Araújo Pereira


A professora Ana Marcelino entusiasmada com a leitura de Natália Correia...

Parabéns aos leitores, professores acompanhantes  e às turmas que vêm à biblioteca!