A nossa biblioteca

A nossa biblioteca
Vista geral

quinta-feira, 9 de maio de 2013

100 ANOS/100 LIVROS


100 anos /100 livros
Em poucas palavras a professora Sara Crespo faz um elogio que vale a pena ler!
Nesta obra, desde a primeira à última página, desenrolam-se as histórias da ciência que nos ajudam a conhecer melhor a nossa vida. Os cien...
tistas, os factos, as hipóteses e as teorias, explicados de uma forma divertida e numa linguagem acessível, não perdendo a sua dimensão de conhecimento científico e recheados de histórias que nunca antes nos foram contadas.
Todos nós já ouvimos falar da expansão do Universo, dos quarks, da extinção das espécies, da tabela periódica, da teoria da relatividade, da radioactividade, do ADN, das trilobites, dos vulcões, da renovação celular…. e de uma infinidade de outros conhecimentos que aqui são descritos, permitindo-nos compreender um pouco mais sobre tudo e, ao mesmo tempo, termos a noção do quão pouco sabemos.

Um livro que proporciona uma agradável leitura enquanto aprendemos mais sobre tudo o que nos rodeia.

Sara Crespo
Professora da Escola Profissional Agrícola Conde S.Bento

100 ANOS/100 LIVROS

100 ANOS/100 LIVROS

Excelente comentário e sugestão do Prof. Miguel Ribeiro!

Não vou dissertar sobre o cheiro da protagonista, a cravo e canela, nem descrever as paixões e desvarios do árabe " menino lindo", nem sobre a vida da Baía, vou ...sim aproveitar um dos livros mais lidos e comentados de um mestre da literatura, para, sem pretensões, nem ilusões dar a minha modesta opinião sobre um dos grandes magos da escrita. Jorge Amado é brasileiro, mas também é africano, é branco, mas também é negro e sobretudo mulato. É um apaixonado pelo candomblé, pela cultura negra no Brasil, a favor da mestiçagem, do samba e do Carnaval. É contra a visão de um Brasil para os brancos, expõe os cancros da sociedade brasileira, quase que venera as quengas e o capitães de areia. Como é possível transformar as prostitutas em heroínas da vida? Como se transformam os mendigos em actores principais, em histórias de encanto, infelicidade e alegria. Como transformar o bom em mal e o mal em bem? Como transformar os capangas e jagunços em libertadores e principais amigos do povo ? Jorge Amado consegue isto e muito mais, consegue-nos aproximar do "lixo do Brasil" e mostrar-nos que aí residirá o seu principal valor. Apesar, da visão marxista que paira sobre os seus romances, a forma humana como trata os problemas do Nordeste brasileiro, como ironiza o sucesso dos coróneis, como espanca "intelectualmente" os deputados locais e federais, ajuda-nos a perceber tudo o que o Brasil tem, de óptimo e de execrável, mas também nos mostra a história deste país irmão, o desbravamento do mato, a conquista da terra para as roças de café e cacau, a vida dos imigrantes portugueses e árabes, as migrações imensas das famílias do sertão. Dá-nos vontade de viver, de lutar, de conquistar o nosso lugar no mundo e na vida, se uma simples "...." pode ser a deusa de tantos (basta ler Tieta do Agreste), não havemos nós de ser donos da nossa felicidade? Jorge Amado é talvez o principal vulto da literatura luso-brasileira, mas de certeza que é um grande senhor do mundo, um homem com H grande, alguém que nunca morrerá, pois as suas palavras permanecerão para sempre e a sua mensagem plena de ironia, sarcasmo e de esperança poderá ajudar o seu povo a viver, se não na riqueza, pelo menos na alegria e, isso, já é muito...

terça-feira, 23 de abril de 2013

No Dia do Livro um poema de Manuel António Pina...


Dia do Livro na Escola Profissional Agrícola Conde S.Bento


 

 
 
 
 
                                                                   Os livros


É então isto um livro,

este, como dizer?, murmúrio,

este rosto virado para dentro de

alguma coisa escura que ainda não existe

que, se uma mão subitamente

inocente a toca,

se abre desamparadamente

como uma boca

falando com a nossa voz?

É isto um livro,

esta espécie de coração (o nosso coração)

dizendo "eu"entre nós e nós?
                                                                          Manuel António Pina