A nossa biblioteca

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Vista geral

sexta-feira, 20 de maio de 2016

HORA DO CONTO





Hoje, na Biblioteca Rosae, tivemos o prazer de receber alunos do Pré-escolar do Agrupamento de Escolas de Abel Salazar em S. Mamede de Infesta. Acolhemos estes alunos, as suas educadoras e auxiliares com a leitura do conto Tio lobo de Xosé Ballesteros. Esta história tradicional italiana poderá ser conhecida através do vídeo que se encontra abaixo. Este foi realizado com base nas ilustrações que Roger Olmos desenhou para a edição deste conto da editora Kalandraka, de 2010.



BALLESTEROS, Xosé - Tio lobo. Trad. de Alexandre Honrado; il. de Roger Olmos. 2.ª ed. Matosinhos: Kalandraka, 2010. [33] p. ISBN 978-972-8781-15-6.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

DIVULGAÇÃO (3)




A LEITURA E A ARTE (30)


Sherree Valentine Daines

POEMA DA SEMANA (30)

Pecado Original

Sim, Mãe! sim, quanta vez te vi chorar...,
Sem desistir de te fazer sofrer!
Gozava então nem sei que atroz prazer
De te arranhar no peito... e me arranhar.

Mas quis lutar comigo, Mãe! lutar
Contra esse monstro obscuro do meu ser.
Que sonho, Mãe!: ter-me eu em meu poder,
Talhar-me bom, feliz, simples, vulgar...

Mãe! com que força eu vi que era impotente!
... Porque de bem mais longe e bem mais fundo
A culpa do meu ser a nós dois veio.

Perdoemos um ao outro, humildemente:
Eu, Mãe! — ter-me o teu seio dado ao mundo;
Tu, — ter-me eu feito vida no teu seio.

José Régio

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A LEITURA E A ARTE (29)


Reading at a Cafe (ca. 1920), Jane Peterson (1876-1965)

POEMA DA SEMANA (29)

Sabedoria

Desde que tudo me cansa,
Comecei eu a viver.
Comecei a viver sem esperança...
E venha a morte quando
Deus quiser.

Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.

Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar. . .
E venha a morte quando Deus quiser.

Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas.

José Régio, Poemas de Deus e do Diabo