A nossa biblioteca

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Vista geral

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A LEITURA E A ARTE (32)


Reverie, Eva Hollyer

POEMA DA SEMANA (32)

Rosa sem Espinhos

Para todos tens carinhos,
A ninguém mostras rigor!
Que rosa és tu sem espinhos?
Ai, que não te entendo, flor!

Se a borboleta vaidosa
A desdém te vai beijar,
O mais que lhe fazes, rosa,
É sorrir e é corar.

E quando a sonsa da abelha,
Tão modesta em seu zumbir,
Te diz: «Ó rosa vermelha,
«Bem me podes acudir:

«Deixa do cálix divino
«Uma gota só libar...
«Deixa, é néctar peregrino,
«Mel que eu não sei fabricar ...»

Tu de lástima rendida,
De maldita compaixão,
Tu à súplica atrevida
Sabes tu dizer que não? 



Tanta lástima e carinhos,
Tanto dó, nenhum rigor!
És rosa e não tens espinhos!
Ai!, que não te entendo, flor.

Almeida Garrett, Folhas caídas

quarta-feira, 25 de maio de 2016

PALESTRA SOBRE DIREITOS HUMANOS E REFUGIADOS.


Hoje, dia 25 de Maio de 2016, decorreu na nossa escola, no auditório da Casa do Sequeiro, Quinta de Fora, uma palestra sobre os Direitos Humanos e os Refugiados. Esta actividade da Biblioteca Rosae resultou de uma parceria estabelecida com a secção portuguesa da Amnistia Internacional. Estiveram presentes na palestra duas turmas (10.º R e 11.º D), bem como os respectivos professores que leccionam os módulos de Área de Integração onde estes temas são tratados. Durante a palestra, que esteve a cargo do Eng.º Manuel Cunha, os alunos foram confrontados com situações,  histórias e vídeos que os interpelaram à reflexão, ao confronto com as suas ideias e ao debate.
A Amnistia Internacional  é um movimento global de mais de 7 milhões de pessoas em mais de 150 países e territórios que luta para pôr fim aos abusos dos direitos humanos. Foi fundada em 1961 pelo advogado inglês, Peter Benenson, e a sua origem está ligada de certa forma a Portugal. Nesse ano a notícia da detenção de dois estudantes portugueses que elevaram os seus copos para brindar em público à liberdade, levou Benenson a escrever o artigo «Os Prisioneiros esquecidos» no jornal The Observer. O seu apelo foi publicado em muitos outros jornais pelo mundo fora tornando-se assim na génese desta ONG.
No logótipo da Amnistia Internacional, a vela simboliza a luz, a esperança para todos aqueles que se sentem perseguidos e sós.
«A Educação para os Direitos Humanos é uma aprendizagem que desenvolve o conhecimento, as capacidades e os valores dos direitos humanos.
«Com a sua prática, procura-se a construção de uma cultura universal de direitos humanos, através da transmissão de conhecimentos e capacidades, da alteração de atitudes com vista a assegurar o reforço do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais, do pleno desenvolvimento da personalidade humana e da noção da sua dignidade, da promoção da compreensão, tolerância, igualdade entre os sexos e da amizade entre todas as nações, povos indígenas e grupos raciais, nacionais, étnicos, religiosos e linguísticos, bem como da criação de condições para que todas a pessoas participem de forma efectiva numa sociedade livre.
«Pretende-se uma aprendizagem sobre o que são os direitos humanos, mas também uma aprendizagem que leve todos os participantes neste processo a actuar para estes, seja individualmente, nas suas acções ou globalmente, exercendo o seu papel na sua comunidade. Para além de se aprenderem direitos, aprendem-se também responsabilidades e criam-se competências para a acção que cada um pode ter na sua defesa para todos os indivíduos.» (Amnistia Internacional, 201?). Participa nesta luta, pois a tua contribuição é importante.

Para leres a Declaração Universal dos Direitos Humanos clica, por favor, aqui.

Sugestão de Leitura: 

PEDRA, Cláudia [et al.] - Uma conspiração da esperança. Lisboa: Amnistia Internacional - Secção Portuguesa, [2004?]. 49 p. ISBN 972-99238-0-9.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

A LEITURA E A ARTE (31)


La infanta leyendo, Toni Vila

POEMA DA SEMANA (31)

Pastelaria


Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante!

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora - ah, lá fora! - rir de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra

Mário Cesariny

sexta-feira, 20 de maio de 2016

HORA DO CONTO





Hoje, na Biblioteca Rosae, tivemos o prazer de receber alunos do Pré-escolar do Agrupamento de Escolas de Abel Salazar em S. Mamede de Infesta. Acolhemos estes alunos, as suas educadoras e auxiliares com a leitura do conto Tio lobo de Xosé Ballesteros. Esta história tradicional italiana poderá ser conhecida através do vídeo que se encontra abaixo. Este foi realizado com base nas ilustrações que Roger Olmos desenhou para a edição deste conto da editora Kalandraka, de 2010.



BALLESTEROS, Xosé - Tio lobo. Trad. de Alexandre Honrado; il. de Roger Olmos. 2.ª ed. Matosinhos: Kalandraka, 2010. [33] p. ISBN 978-972-8781-15-6.