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Vista geral

segunda-feira, 11 de julho de 2016

11 DE JULHO: S. BENTO: FERIADO MUNICIPAL DE SANTO TIRSO


Os Cristãos Católicos comemoram, neste dia, a memória de S. Bento (c. 480-c. 547), considerado o «patriarca dos monges do Ocidente». Retirado do mundo, numa caverna em Subiaco (Itália), ali redigiu a famosa Regra dos Mosteiros, que serviu de regulamento de inúmeras instituições monásticas. O papa Paulo VI, em 1964, proclamou-o Patrono da Europa.

In Celebração do Tempo: 2016: calendário Inter-religioso

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A LEITURA E A ARTE (37)


Georgy Kurasov

POEMA DA SEMANA (37)

Felizes

Felizes. Porque, ao fundo de si mesmos,
cheios andam de quanto vão pensando.
E, disso cheios,
nada mais sabem. Dão para aquele lado
onde o mundo acabou, mas resta o eco
de o haverem pensado até ao cabo
e irem agora criar o movimento
que subsiste no tempo
de o mundo ainda estar a ser criado.
Por isso são felizes. Foram sendo
até, perdido o tempo, só em memória o estarem habitando.


Fernando Echevarría

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A LEITURA E A ARTE (36)


Zhao Kailin

POEMA DA SEMANA (36)

Vida

Choveu! E logo da terra humosa
Irrompe o campo das liliáceas.
Foi bem fecunda, a estação pluviosa!
Que vigor no campo das liliáceas!
Calquem. Recalquem, não o afogam.
Deixem. Não calquem. Que tudo invadam.
Não as extinguem. Porque as degradam?
Para que as calcam? Não as afogam.
Olhem o fogo que anda na serra.
É a queimada... Que lumaréu!

Podem calcá-lo, deitar-lhe terra,
Que não apagam o lumaréu.
Deixem! Não calquem! Deixem arder.
Se aqui o pisam, rebenta além.
- E se arde tudo? - Isso que tem?
Deitam-lhe fogo, é para arder...

Camilo Pessanha

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A LEITURA E A ARTE (35)


Newell Convers Wyeth

POEMA DA SEMANA (35)

Quando o Amor Morrer Dentro de Ti

Quando o amor morrer dentro de ti,
Caminha para o alto onde haja espaço,
E com o silêncio outrora pressentido
Molda em duas colunas os teus braços.
Relembra a confusão dos pensamentos,
E neles ateia o fogo adormecido
Que uma vez, sonho de amor, teu peito ferido
Espalhou generoso aos quatro ventos.
Aos que passarem dá-lhes o abrigo
E o nocturno calor que se debruça
Sobre as faces brilhantes de soluços.
E se ninguém vier, ergue o sudário
Que mil saudosas lágrimas velaram;
Desfralda na tua alma o inventário
Do templo onde a vida ora de bruços
A Deus e aos sonhos que gelaram.

Ruy Cinatti