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terça-feira, 18 de outubro de 2016

17.º ENCONTRO DE JOVENS DA AMNISTIA INTERNACIONAL



A Amnistia Internacional Portugal promove de 30 de Outubro a 1 de Novembro de 2016, o 17.º Encontro de Jovens da Amnistia Internacional destinado a jovens dos 15 aos 18 anos, em Leiria. 

Este projecto visa, entre outros objetivos, sensibilizar os jovens para a defesa e promoção dos direitos humanos, mobilizando-os para o activismo. 

Durante estes três dias, jovens de todo o país vão poder dedicar-se exclusivamente ao debate de temas relacionados com os Direitos Humanos. Através de jogos, dinâmicas, trabalhos de grupo e outras metodologias pretende esta ONG sensibilizar os jovens para os temas abordados no programa: a Amnistia Internacional, o papel dos Jovens no activismo, as campanhas em curso e temas prementes da actualidade, como a crise dos refugiados.

Da realização dos dezasseis Encontros anteriores foi possível transmitir conhecimentos sobre Direitos Humanos a mais de 1500 jovens, o que se traduziu na criação de diversos grupos de estudantes da Amnistia Internacional de Norte a Sul do país, núcleos de direitos humanos, muitas cartas e apelos enviados e, acima de tudo, numa maior consciencialização da necessidade de respeito e promoção dos Direitos Humanos. A receptividade junto dos jovens e a sua entusiástica adesão têm também sido uma constante ao longo dos anos.

Para obteres mais informações sobre este Encontro ou para te inscreveres, clica aqui

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

PARA REFLECTIR (12)

Na palavra abysmo, é a forma do y que lhe dá profundidade, escuridão, mistério... Escrevê-la com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformá-lo numa superfície banal.

Teixeira de Pascoaes

A LEITURA E A ARTE (42)


Mujer leyendo (1939), Pablo Ruiz Picasso

POEMA DA SEMANA (42)

Tenho Medo de Perder a Maravilha

Tenho medo de perder a maravilha
de teus olhos de estátua e aquele acento
que de noite me imprime em plena face
de teu alento a solitária rosa.

Tenho pena de ser nesta ribeira
tronco sem ramos; e o que mais eu sinto
é não ter a flor, polpa, ou argila
para o gusano do meu sofrimento.

Se és o tesouro meu que oculto tenho
se és minha cruz e minha dor molhada,
se de teu senhorio sou o cão,

não me deixes perder o que ganhei
e as águas decora de teu rio
com as folhas do meu outono esquivo.

Federico García Lorca, tradução de Oscar Mendes