A nossa biblioteca

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Vista geral

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

POEMA DA SEMANA (45)

Noite

Palavras em silêncio      quase sempre
poucas
Palavras oblíquas ou apenas
soluços      medos mudos

Com isso      só com isso      sobrevives
Com isso      só com isso      sobremorres
no interior da treva      Nada vês
senão essas palavras     os seus breves
sinais de luzes

Só isso te conduz
Só assim podes dar mais alguns passos
no meio da flores      prosseguir
cego de olhos abertos      confiar
na noite que te leva


Fernando Pinto do Amaral


AUTOR DO MÊS (5)


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

AO LONGO DO TEMPO (10)




VIEGAS, Francisco José; AMARAL, Bruno Vieira - Bibliografia essencial: as nossas listas. Ilustrações de Pedro Vieira. Ler: livros & leitores. Lisboa: Círculo de Leitores. ISSN 0874-2847. 140 (2015) 84-97.

MÊS DA CIÊNCIA NA FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS


O programa de actividades conta com uma conferência sobre a ciência por trás das previsões, com Philip E. Tetlock; com a apresentação da plataforma digital GPS - Global Portuguese Scientists - uma rede de cientistas portugueses pelo mundo, e termina com o debate "Regresso ao Admirável Mundo Novo", sobre a relação da arte com as tecnologias.

Para conheceres o programa completo e reservares o teu lugar clica aqui.

Para aumentares o teu conhecimento nesta área e, eventualmente, te prepares para o debate , os livros sobre Ciência estão a metade do preço na loja on-line da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Procura pelo selo ESPECIAL MÊS DA CIÊNCIA. Não percas esta oportunidade de leres bons livros a preços mais económicos!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A LEITURA E A ARTE (44)


Cecília, 1882, Henrique Pousão

POEMA DA SEMANA (44)

Com os Mortos

Os que amei, onde estão? Idos, dispersos,
arrastados no giro dos tufões,
Levados, como em sonho, entre visões,
Na fuga, no ruir dos universos...

E eu mesmo, com os pés também imersos
Na corrente e à mercê dos turbilhões,
Só vejo espuma lívida, em cachões,
E entre ela, aqui e ali, vultos submersos...

Mas se paro um momento, se consigo
Fechar os olhos, sinto-os a meu lado
De novo, esses que amei vivem comigo,

Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também,
Juntos no antigo amor, no amor sagrado,
Na comunhão ideal do eterno Bem.

Antero de Quental