Lectura, Pablo De Pedro
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
POEMA DA SEMANA (59)
O outro carnaval
Fantasia,que é fantasia, por favor?
Roupa-estardalhaço, maquilagem-loucura?
Ou antes, e principalmente,
brinquedo sigiloso, tão íntimo,
tão do meu sangue e nervos e eu oculto em mim,
que ninguém percebe, e todos os dias
exibo na passarela sem espectadores?
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
RECOMENDAÇÕES DO PROFESSOR BIBLIOTECÁRIO (1)
Sugestão de Leitura
Uma visão perturbante e diferenciadora.
O leitor nunca mais olhará para as plantas da mesma maneira!
As plantas não precisam dos seres humanos para viver, mas estes precisam delas para tal. Será isso inteligência? Serão as plantas capazes de comunicar entre si, de resolver problemas? Partindo destas questões, Stefano Mancuso e Alessandra Viola demonstram que as plantas não são, de todo, organismos inferiores. Aliás, como os outros seres vivos, têm uma personalidade, possuem os cinco sentidos, como nós, trocam informações e interagem com os animais, adoptando estratégias de sobrevivência, têm uma vida social, exploram da melhor maneira os recursos energéticos. São capazes de escolher, aprender e recordam, sentem mesmo a gravidade. Inteligência, aprendizagem, memória e comunicação não são prerrogativas do mundo animal: Verde Brilhante explica por que razão são qualidades que as plantas partilham connosco. Indispensáveis à sobrevivência do homem, têm muito a ensinar-nos e, se considerarmos as suas extraordinárias capacidades, serão cada vez mais importantes para o futuro desenvolvimento científico e tecnológico. Verde Brilhante recebeu vários prémios de divulgação científica.
Está traduzido em várias línguas.
Gradiva, Publicações, Lda.
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Stefano Mancuso,
Sugestão de leitura
PARA REFLECTIR (16)
Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo.
Hermann Hesse
POEMA DA SEMANA (58)
Nun’Álvares Pereira
Que auréola te cerca?
É a espada que, volteando,
Faz que o ar alto perca
Seu azul negro e brando.
Mas que espada é que, erguida,
Faz esse halo no céu?
É Excalibur, a ungida,
Que o Rei Artur te deu.
Esperança consumada,
S. Portugal em ser,
Ergue a luz da tua espada
Para a estrada se ver!
Fernando Pessoa
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