Saudade, 1899, José Ferraz de Almeida Júnior
segunda-feira, 8 de maio de 2017
POEMA DA SEMANA (68)
Da discrição
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
Mário Quintana
sábado, 6 de maio de 2017
VISITA COM A BIBLIOTECA ESCOLAR À CASA MUSEU CAMILO CASTELO BRANCO
Esta actividade promovida pela biblioteca escolar contou com a participação de 14 alunos seleccionados pelos professores de Português. A visita de estudo consistia em duas actividades: caminhada guiada ao longo de um percurso camiliano conhecido como Cangosta do Estêvão e visita, também guiada, à Casa Museu Camilo Castelo Banco. Devido às condições atmosféricas (chuva copiosa) não foi possível concluir completamente a caminhada. Por iniciativa do guia, foi contactada a União de Freguesias de Seide que, gentilmente, cedeu um autocarro que possibilitou a recolha dos alunos no meio do percurso e os conduziu à Casa Museu. Já na Casa Museu desse grande escritor português oitocentista, os alunos puderam consolidar os seus conhecimentos sobre a sua biografia e a sua personalidade, descobrir o ambiente em que redigiu a grande maioria das suas obras, contactar com alguns dos seus livros e objectos pessoais e envolver-se dessa atmosfera romântica que caracterizava a sociedade do período histórico vivido por este romancista de culto.
Embora o percurso da Congosta do Estêvão não tivesse sido concluído na sua totalidade, os alunos ficaram a conhecer um caminho percorrido pelo romancista nas suas deslocações a Landim e, através da leitura de excertos da sua obra, dar vida às suas personagens.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
CONCURSO «MENSAGEM PARA A MÃE»
O concurso «Mensagem para a mãe» irá decorrer entre 3 e 26 de Maio de 2017 e tem como objectivo escrever uma mensagem para presentear a mãe durante este mês que lhe é dedicado. Assim, até ao dia 27 deste mês qualquer membro da comunidade escolar da Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento (aluno, professor e funcionário) poderá entregar na biblioteca escolar uma mensagem original, escrita com letras ou palavras recortadas de revistas, jornais, cartazes, etc. e colada numa folha de papel A4 com ou sem imagem de fundo. No verso da folha deverá estar escrito o nome do autor, bem como o número e a turma no caso de o concorrente ser um aluno. Nos dias 29 e 30 de Maio, o júri, constituído pelo professor bibliotecário e por outros dois docentes que não tenham participado no concurso, seleccionará a mensagem mais criativa. A decisão do júri é irrevogável e será publicitada na biblioteca escolar e neste blog no dia 31 de Maio.O autor da mensagem vencedora será presenteado com um livro oferecido pelo professor bibliotecário.
A imagem que se encontra acima do texto pretende exemplificar o tipo de trabalho pretendido para este concurso da biblioteca escolar, embora a mensagem que apresenta não seja, efectivamente, original. Até ao momento não foi possível à equipa da biblioteca escolar encontrar o seu autor. A concepção gráfica do trabalho esteve a cargo da D. Isabel Anjo.
Participem! A mãe merece!
terça-feira, 2 de maio de 2017
POEMA DA SEMANA (67)
Mãe
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga
quinta-feira, 27 de abril de 2017
RECOMENDAÇÕES DO PROFESSOR BIBLIOTECÁRIO (4)
Sugestão de Leitura
«Apesar de atualmente pouco se ouvir falar de horticultura, possivelmente por ter sido incorporada na agronomia, e o grande público a relacionar sobretudo com o cultivo de vegetais, esta foi, na segunda metade do século XIX, um sofisticado ramo do saber, indicador do nível civilizacional da nação.
«No contexto do Portugal liberal, o desenvolvimento da horticultura passou a ser estandarte do progresso e personalidades inusitadas possibilitaram a aproximação ao grande público desta ciência aplicada. O que era uma arte das elites do Antigo Regime passou então a ser conhecimento de horticultores que ambicionavam equiparar-se a botânicos, de amadores que viam no cuidar das plantas um modo de elevação moral e social, e das classes urbanas que, não tendo quintas, queriam aproximar-se da natureza e trazê-la para dentro dos seus andares citadinos.
«Revistas de horticultura, a par de idas a jardins públicos e visitas a exposições de horticultura, contribuíram de forma eficaz para disseminar o interesse pela horticultura. Duas personalidades ímpares lideraram este movimento: José Marques Loureiro, no Porto, e Francisco Simões Margiochi, em Lisboa. Horticultura para todos aborda estes dois vultos, os seus círculos, a sua rede de contactos internacionais, as suas atividades e, sobretudo, as publicações que tinham como objetivo divulgar a ciência da horticultura junto do grande público.
«Esta obra, é uma coedição entre a Biblioteca Nacional de Portugal e a Junta de Freguesia de Alvalade (BNP, 2017)».
segunda-feira, 24 de abril de 2017
PARA REFLECTIR (19)
Muitos homens iniciaram uma nova etapa na sua vida a partir da leitura de um livro.
Henry David Thoreau
A LEITURA E A ARTE (66)
Homenagem a Seurat de Jonathan Burton (Baseado no quadro Uma tarde de domingo na ilha de Grande Jatte de Georges-Pierre Seurat.)
POEMA DA SEMANA (66)
Abril de Abril
Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.
Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Manuel Alegre
domingo, 23 de abril de 2017
DIA MUNDIAL DO LIVRO 2017
«O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Este ano associa-se aos 150 Anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal.
«Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do heróico cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em abril de 1616.
«Em 2017, e porque se comemoram os 150 Anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal http://150anosdaabolicaodapenademorteemportugal.dglab.gov.pt/, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar o Dia Mundial do Livro com esta efeméride, incitando à leitura e celebrando o livro como um hino à vida .
«O cartaz, um cartoon com conceção e design da ilustradora e cartoonista Cristina Sampaio http://www.cristinasampaio.com/pt/, pretende mostrar simbolicamente que o livro e a leitura são fatores fundamentais para o crescimento económico, político, social e cultural, e que se encontram na base da cidadania plena.» (DGLAB, 2017).
FAZ DA LEITURA UMA CAUSA DE VIDA!
quinta-feira, 20 de abril de 2017
UM «SITE» EM DESTAQUE (4): ADOLESCIÊNCIA
A «AdolesCiência é uma publicação electrónica de carácter científico e multidisciplinar, com [um] processo anónimo de revisão e disponível em acesso aberto.
«Propriedade da Escola Superior de Educação de Bragança, está orientada para a divulgação de reflexões e investigações realizadas por jovens do ensino básico e secundário ou por alunos dos Cursos de Especialização Tecnológica e Licenciatura em co-autoria com os mais novos, providenciando aos alunos a oportunidade de expressarem as suas perspectivas de um ponto de vista científico nas mais diversas áreas do conhecimento.
«Esta revista nasce da consciência da necessidade de criar um espaço que ajude a desenvolver nos jovens a procura de conhecimento sério, o espírito científico, o respeito pela autoria e as competências de leitura e escrita. Para tal, propõe-se publicar e difundir textos originais e inéditos resultantes da pesquisa científica ou de revisão de literatura e recensões críticas de documentos.» (Escola Superior de Educação de Bragança, 200?).
quarta-feira, 19 de abril de 2017
POEMA DA SEMANA (65)
A concha
Segreguei-a de mim com paciência:
Fachada de marés, a sonho e lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.
E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta ao vento, as salas frias.
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
Vitorino Nemésio
terça-feira, 4 de abril de 2017
segunda-feira, 3 de abril de 2017
RECOMENDAÇÕES DO PROFESSOR BIBLIOTECÁRIO (3)
Sugestão de Leitura
Há viagens de aventuras, viagens de estudo, viagens de negócios. E outras ainda. Há viagens felizes e infelizes. Viagens em que se enriquece, viagens em que se morre de saudade. E há esta, a de Nils, um jovem agreste, que por uma teia de acasos cavalga um ganso doméstico num voo migratório de um bando de patos selvagens à Lapónia (extracto do prefácio). Leitura obrigatória para miúdos e graúdos!
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