La lectura, Camilo Mori Serrano
segunda-feira, 26 de junho de 2017
POEMA DA SEMANA (75)
Tão pouco sentimento é a emoção
tão pouco sentimento é a emoção, que quandodo chão a levantamos se fez leve
maneira de outras águas
os camiões caminham para o norte
com serenos destroços
as maquinetas baças da invenção
será verão, os panos levantados;
terás no espelho a idade, o jeito quase
infeliz de ser homem;
o pouco amor te imita; e nunca
chegarás a saber que não existes.
António Franco Alexandre
quinta-feira, 22 de junho de 2017
DIA DA ESCOLA: 21 DE JUNHO DE 2017
Peddy-paper
Uma das actividades realizadas na Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento para assinalar o seu 104.º aniversário foi um Peddy-paper relacionado com várias temáticas (Meio Ambiente, Saúde, etc.) . Participaram nesta actividade equipas de todas as turmas da escola. Estas equipas além de integrarem alunos eram ainda constituídas por um docente e um assistente operacional. Uma dos postos do Peddy-paper estava localizado na biblioteca escolar. Neste posto cada equipa, a partir da exposição «Os cianótipos de Anna Atkins» tinha que responder a um conjunto de questões que envolviam pesquisa de informação em ambiente digital, leitura de um texto em língua inglesa e observação atenta das imagens expostas.
Anna
Atkins foi uma botânica e fotógrafa inglesa da época vitoriana que precocemente
se envolveu nas actividades científicas do seu pai, um respeitável cientista,
que foi secretário da Royal Society e um colaborador assíduo do British Museum.
O grande mérito desta cientista foi ter empreendido o primeiro projecto que
demonstrou que a fotografia, uma técnica inovadora na sua época, apresentava um
enorme potencial para a documentação científica ao mesmo tempo que evidenciava
características estéticas importantes.
segunda-feira, 19 de junho de 2017
POEMA DA SEMANA (74)
O Poema
O poema não é o cantoque do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.
É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.
Os acontecimentos são pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.
E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que não conhece.
Natália Correia
segunda-feira, 12 de junho de 2017
POEMA DA SEMANA (73)
O Jardim
Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas,
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.
Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direcções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.
Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz.
António Ramos Rosa
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.
Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direcções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.
Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz.
António Ramos Rosa
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